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Os nove passos para se tornar um apicultor


Comemorado no dia 22 de maio, o Dia do Apicultor tem o objetivo de homenagear quem trabalha na profissão, seja por hobby ou para sustento. Mas como se tornar um apicultor? A Grossi Distribuidora preparou 9 passos simples e funcionais para você começar seu negócio em apicultura.

1º passo - obtenção de enxames

Podem ser obtidos através de iscagem de colmeias com cera alveolada, adicionando-se algum atrativo. O atrativo mais utilizado é o capim santo, também conhecido como erva cidreira, na forma de chá, pulverizado entre os quadros. Uma outra forma, é a captura de enxames pousados em árvores ou pedras. Podem-se, ainda, comprar enxames de bons fornecedores que existam em localidades próximas à área em que pretende instalar o apiário.

2º passo - formação de apiários

As colmeias iscadas ou capturadas, num conjunto de até 20, formam um apiário. A distância entre elas, (entre fundos), é de três a cinco metros e, nas laterais, de 0,50 1,00 m. As colmeias devem ficar em cavaletes, a uma altura de cerca de 0,50 m do solo.

Nas colmeias, os quadros que são colocados no ninho são de madeira, enquanto nas melgueiras existem, hoje, quadros em plástico polietileno, que têm apresentado bons resultados, com aumento da produtividade. Há, também, telas excluidoras em plástico, que auxiliam o trabalho do apicultor.

3º passo - alimentação artificial das abelhas para fortalecimento das colmeias

Para isso, faz-se o fornecimento de “xarope à base de água e açúcar. Esse xarope é substituído a cada três dias e é fornecido durante 60 dias. Se a colmeia estiver fortalecida, pode-se fazer a multiplicação: de uma colmeia fortalecida, duas podem ser retiradas.

4º passo - multiplicação direta de colmeias

Este procedimento permite a formação de mais enxame visando à ampliação do apiário. É importante o acompanhamento por um técnico especializado no desenvolvimento inicial deste processo.

5º passo - colheita do mel por centrifugação

As melgueiras, com os quadros cheios devem ser trazidas para a casa do mel, onde o apicultor, sobre uma mesa, faz a retirada da cera protetora que veda os favos de mel, utilizando um instrumento apropriado, chamado garfo desoperculador. Em seguida, os quadros são colocados na centrífuga, permitindo a saída do mel dos favos e sua coleta em baldes inox.

6º passo - decantação do mel por sete dias

Após a centrifugação, o mel é levado em baldes inox para decanta, por sete dias.

7º passo - armazenagem

Após o tempo de decantação, o mel é envasado em baldes plásticos novos, de 18 litros, apropriados para alimentos.

8º passo - produção de própolis

Nas regiões onde existe vegetação que produza resina, como cajueiro, mangueira etc, é possível se produzir própolis, numa base de 0,8 kg/colmeia em cada safra. Própolis é uma substância que a abelha produz para vedação e limpeza da colmeia. Para a produção de própolis coloca-se uma tela de plástico comum, embaixo da tampa da colmeia. As abelhas vão preencher os furos da tela com própolis e, quando ela estiver cheia, o apicultor vai levá-la para o congelador, para que a própolis endureça e possa ser retirada.

9º passo - beneficiamento e comercialização

Os produtores podem se organizar em grupos para fazer o beneficiamento do mel e obter vantagens na comercialização. Há várias formas para a comercialização do mel produzido. Pode-se fazer uma campanha de divulgação sobre os benefícios da utilização do mel como produto de excelente valor para a alimentação. O produto pode, então, ser utilizado na merenda escolar, no programa de cesta básica dos governos, incorporado ao cardápio dos refeitórios das grandes empresas e instituições, ampliando o seu consumo pela população em geral. Outros produtos da atividade também podem ser comercializados como, por exemplo, a cera que é utilizada na fabricação de velas decorativas.

Fonte: Cartilha do Apicultor do Banco do Nordeste

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